segunda-feira, 20 de setembro de 2010

repouso total


essa dor que não passa
nem disfarça
fumaça pro ar atiro
me atiro no mal
tiro proveito da tal
e fico no descanso
só e são sem salvo
livre cá estou
preso nessa reumatizada coxa
de costas pra ferida
aflição de estar sem vida.

o suor vem da cura
mas será que está correta?
tanta tentativa sem conserto do nervo, dói, travou
e levou de mim 5 dias
desta que com toda intensidade vivo
não convivo sem ação
mas cá estou então em repouso total

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Trago apagado


Está virando cinza, brasa
queima
arde
derrete em mim e transforma o branco, santo
em algo a mais, escuro
filtra o brêu esfumaçado
mas mancha o que era puro
transforma a voz em rouco
um pouco tempo de silêncio
obscuro, iluminado
chama que me chama
pra mais um trago apagado !

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Anjo de porcelana

Nessa pele branca
santa, prevalece o sorriso meigo
anjo de porcelana
com esse olhar forte declama
a teoria de tornar dois, um só
esta devida magia
de fazer pensar mais que um dia
trazer pras horas, alegria

No ombro, olho de horus e ganho horas
em me perder nesses sorrisos
de frente a costas
onde o bichano e borboletas sobem
até chegar em quem bate asas
mais rápido do que qualquer milésimo
perde-se de vista o tempo
num raiar que já estava raiado
noite endiarada, lua explodindo de você

domingo, 18 de julho de 2010

espera a arte


nos corredores da espera
reina o silêncio de Marte
o atraso faz parte
mais se aguarda, do que se faz arte
a cafeína passa a ser
a melhor amiga do ser
sonolento, feliz, ocioso, ancioso
por algum retrato que valha a pena
eis que surge a próxima cena
a cura pro tédio
já era tempo, que quase se esgota
ainda falta uma paixão a ser explorada
mais há porém em todo esse quase perdido
diversas letras e poesias
músicas, idéias, alegrias...
e se faz vontade retornar sempre
pra esse(a) globo da boa luz
uma, duas, infinitas vidas artísticas
que a gente se veja por aqui !


sábado, 3 de julho de 2010

Que sejas

se fosses minha
faria um nú artístico por dia
poder teres tu em minha frente
esculpir seu rosto com meus olhos
iluminar seus olhos com minha boca
desenhar-te todinha com minha luz
grafar num papel esta ternura, tentadora
trazer essa tara seca para um mar
poder escrever em seu corpo molhado
burrifar um olhar de cima a baixo
na certeza de querer algo a mais, mas
terá uma próxima chance
de revelar para ti a vontade louca
de ter essa boca mais tempo colada , calada
um dia, que sejas minha certeza

estrada


estrada contínua da vida musical
a perspectiva dos montes verdes se aclina
rios e riachos brilham em contra
árvores caídas cirariam banca
um bar de arte com as cordas na mão
janela retrato retradado
no estúdio escuro em acordes se acorda
mas a torcida no momento é por cortina sem brecha
o "A a Z" das lindas na mente toca
o sentimento de estar com um corpo resta
numa pequena troca de sentido
trazer os agudos e os graves pro ouvido
hermanos queridos na beira de vale
até chegar no destino que equivale
a vida tranquila, serena, caipira, fria
de boas imagens e mensagens de paz
um alívio para qualquer solidão
chegamos, um dia, que voltemos outro!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

baixa alta falta estima


baixa alta falta
estima melhoras pro ser
esta precisa subir
necessita de calor
não do bronze no pulmão
nem do sorriso dos olhos em vão
precisa subir, durmir
pra acordar e nascer novamente
crescer e fazer brotar
um broto que esteja no tom
certo, incerto, dessa vez não faltou
incerteza no caminho foi cair
em desalinho, desalinhando a vida
da pessoa no qual suspirou certeza
pq comédia na passagem
se na externa noturna apareceu um sol
na tentativa de iluminar a cabeça escura
sem os tais reflexos ditos e desfeitos
chegou onde não se esperava
de longe, porém perto se via
na clareza do dia raiar uma noite
escuridão profunda sem compaixão
no fim de tudo foi só mais um rio
que nem passar, passou, passou !