quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quarto escuro



Abre a porta
entra sem medo
sei que o quarto está escuro
mas entra,
a luz lunar faz enxergar.

Penumbra,
quase não dá pra acreditar

mas entra, pois os raios que ela reflete
são tão fortes, quanto qualquer sol.

Brilha tanto, ilumina
pode confiar
esquece o medo do brêu
pois nossa lua de todo dia
há de traçar nosso caminho.

Nem precisa acender nada
esta, é o nosso amor

este nunca se apagou
o resto,
deixa que as estrelas cuidam.

801



À Castell pertence
o lado da ausência da cor
preto como calmaria, silêncio, sem dor
vos escreve aqui, pouco tempo, por favor
quinta sintonia, feira do apego, voltar? Tá cedo.

São 3 da manhã, das manhãs que passamos aqui
de querer ao fim da feira, será a última então o fim
porém em breve tardio, novamente serei
este pouco tempo que colo de mãe eu hei de querer;

Ter livre e expôntãnea solidão de muitos sois
nunca dizer que se nunca diz, pois de repente
há de aparecer um novo início e fim dos meios,
de haver o que não se há em termos vivido aqui
será o próximo começo de uma nova saída pra solidão;

festa! festejar! festeja!

Novo lar irá nascer do fim deste começo de tais vidas,
escrever até dormir com poesia no teto, parede e nas saídas,
saída para uma nova vida de perdidas e achadas perdições.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

repouso total


essa dor que não passa
nem disfarça
fumaça pro ar atiro
me atiro no mal
tiro proveito da tal
e fico no descanso
só e são sem salvo
livre cá estou
preso nessa reumatizada coxa
de costas pra ferida
aflição de estar sem vida.

o suor vem da cura
mas será que está correta?
tanta tentativa sem conserto do nervo, dói, travou
e levou de mim 5 dias
desta que com toda intensidade vivo
não convivo sem ação
mas cá estou então em repouso total

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Trago apagado


Está virando cinza, brasa
queima
arde
derrete em mim e transforma o branco, santo
em algo a mais, escuro
filtra o brêu esfumaçado
mas mancha o que era puro
transforma a voz em rouco
um pouco tempo de silêncio
obscuro, iluminado
chama que me chama
pra mais um trago apagado !

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Anjo de porcelana

Nessa pele branca
santa, prevalece o sorriso meigo
anjo de porcelana
com esse olhar forte declama
a teoria de tornar dois, um só
esta devida magia
de fazer pensar mais que um dia
trazer pras horas, alegria

No ombro, olho de horus e ganho horas
em me perder nesses sorrisos
de frente a costas
onde o bichano e borboletas sobem
até chegar em quem bate asas
mais rápido do que qualquer milésimo
perde-se de vista o tempo
num raiar que já estava raiado
noite endiarada, lua explodindo de você

domingo, 18 de julho de 2010

espera a arte


nos corredores da espera
reina o silêncio de Marte
o atraso faz parte
mais se aguarda, do que se faz arte
a cafeína passa a ser
a melhor amiga do ser
sonolento, feliz, ocioso, ancioso
por algum retrato que valha a pena
eis que surge a próxima cena
a cura pro tédio
já era tempo, que quase se esgota
ainda falta uma paixão a ser explorada
mais há porém em todo esse quase perdido
diversas letras e poesias
músicas, idéias, alegrias...
e se faz vontade retornar sempre
pra esse(a) globo da boa luz
uma, duas, infinitas vidas artísticas
que a gente se veja por aqui !


sábado, 3 de julho de 2010

Que sejas

se fosses minha
faria um nú artístico por dia
poder teres tu em minha frente
esculpir seu rosto com meus olhos
iluminar seus olhos com minha boca
desenhar-te todinha com minha luz
grafar num papel esta ternura, tentadora
trazer essa tara seca para um mar
poder escrever em seu corpo molhado
burrifar um olhar de cima a baixo
na certeza de querer algo a mais, mas
terá uma próxima chance
de revelar para ti a vontade louca
de ter essa boca mais tempo colada , calada
um dia, que sejas minha certeza

estrada


estrada contínua da vida musical
a perspectiva dos montes verdes se aclina
rios e riachos brilham em contra
árvores caídas cirariam banca
um bar de arte com as cordas na mão
janela retrato retradado
no estúdio escuro em acordes se acorda
mas a torcida no momento é por cortina sem brecha
o "A a Z" das lindas na mente toca
o sentimento de estar com um corpo resta
numa pequena troca de sentido
trazer os agudos e os graves pro ouvido
hermanos queridos na beira de vale
até chegar no destino que equivale
a vida tranquila, serena, caipira, fria
de boas imagens e mensagens de paz
um alívio para qualquer solidão
chegamos, um dia, que voltemos outro!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

baixa alta falta estima


baixa alta falta
estima melhoras pro ser
esta precisa subir
necessita de calor
não do bronze no pulmão
nem do sorriso dos olhos em vão
precisa subir, durmir
pra acordar e nascer novamente
crescer e fazer brotar
um broto que esteja no tom
certo, incerto, dessa vez não faltou
incerteza no caminho foi cair
em desalinho, desalinhando a vida
da pessoa no qual suspirou certeza
pq comédia na passagem
se na externa noturna apareceu um sol
na tentativa de iluminar a cabeça escura
sem os tais reflexos ditos e desfeitos
chegou onde não se esperava
de longe, porém perto se via
na clareza do dia raiar uma noite
escuridão profunda sem compaixão
no fim de tudo foi só mais um rio
que nem passar, passou, passou !

heróis da solidão


quem disse não há verdade
nas palavras ditas sobre ar de poesia
que ela não vive sem ter tristeza
que ela vive no sentindo fantasia
parabéns, correto estás

com alegria o pensamento flui
na desalegria os projetos incluem
todo o bem necessário para o vão
o que seria de todos nós da escrita
se não fosse essa clara e sempre escura inquietidão

não estariam feitas estas lindas
onde se olha e admira, mera ilusão
curtir é o remédio deste tédio da falta
vergonha para assumir como é bom
transformar a tristeza em um dom

palavras finas aqui estão
para retratar esse podre
necessitado de realidade
para fugir dessa idade
quando será que não vai ser mais em vão ?

sorrir, chorar
vou curtir o momento sem pensar
infelicidade tb tem que ser lembrada
como uma parte da nossa jornada
silêncio, vou curtir minha solidão

esta será desfeita em pouco
mas preciso pra poder me julgar
logo logo irá aparecer algum
para estender a mão, lembrar
meus heróis estão comigo, não me deixarão só ficar

domingo, 20 de junho de 2010

de Souza foi ali, no Divino fotografar...


triste ironicamente falecer
onde o sobrenome da assinatura artística é último da rua
no acesso desumano, perde-se uma vida
no bairro onde o nome é de santo também assassinado
7 balas , não de festin, de calibre sim
cristóvão, não o colombo
nada descobriu
somente viu cobrir de preto a ferida
desacato com a arte
saber que isso hoje em dia faz parte
do nosso injusto, indecente, incoerente
a cortina se abre, porém o espelho se cala
joga um pouco desta muita que vai ser impossível dar subsposição
mede um diafragma noventa
só assim para dar foco em todos que já estão sentindo falta
ilumina esse nosso estúdio
que estaremos daqui sempre posando em rezas
torcendo para ter sua amizade sempre em nosso caminho
não o das índias, da passione italiana
que se fez a última lembrança a ser grafada com sua imensa luz
mais um que nos deixa e parte para retratar os anjos
de Souza parte para outra como outros da Silva
indelicada vida, bandida, de bandido mandar matar
vai fazer mais uma chorar
e amigos entristecer
lá se vai mais um Marcio
foi ali, no Divino fotografar...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

conceito momentâneo


percebe-se nos seus olhos
que não é o conceito
porém curta
pq a vida é tão
que será este apenas um momento
mas trará felicidade extrema
sempre que for lembrado o passado
vamos viver o presente
deixar de ser vidente
deixa a vida passar, levar, brincar
brincar de ser feliz
assim o futuro será conceitual
o presente digno
e o passado de boas lembranças momentâneas

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Muito bom

No mundo de loucos
um convite demorou
achado perdido
na mesa de um
conversa foi e veio
a hora de ir e rir
medicamento ficar
vamos em um
para um
no meu
à dois
com olfato na fruta
no pescoço
que cheirinho muito bom
apego lançado, amassado, suado
ficar um pouco mais é questão
de minutos adormecer, esquece
amanhece e sorri
com pecado na [ma]mão
na manhã
que carinho muito bom
surgiu a expressão
nos olhos e na boca
a delícia se fez louca
quero ir não
tem jeito?
dia de branco, branco
cinza, molhado, descabelado
cheguei...
foi muito, muito bom!

Divina

A presença do seu ser me alucina
divina
ai de mim
se soubesse
tantos dias
sem esse amor
sem essa alegria
jurei
sem cumprir
ao olhar me perdi
atriz, modelo, olhos verdes
futilidade, já tive essa idade
vamos fotografar?
caio por ti, dama,
meu céu surgiu no chão...
aparecer, reaparecer
fazer reviver, que bom...
sorriso nos olhos
encostado nos lábios rosados
você é linda, sim!

Bebe!

estou bebo
porque bebo
estou louco
estou solto
sem molde
sem sombra
na dúvida
em desnível
de corpo
de membros
e sendo lançado
para um certo mundo
da ben[mal]dita água
que quem bica, não bebe!

terça-feira, 1 de junho de 2010

"no talvez ficou"

culpa dela maldita, bendita
que me fez falar à sós, à cinco
se foi sim, ou não, talvez, será?
vamos lá, que seja, deixa rolar
deixe rolar...
no talvez ficou

dor do perder

Eu tenho estado muito carente
aparente, aparência de feliz
aqui neste frio de inverno
que inferno, sem nenhuma diretriz
misericórdia em um só tiro
discórdia, piro
afirmei, sempre quiz
não deu, me perdi
perdi!

terça-feira, 25 de maio de 2010



amigos, princípio mais importante do pincipado

príncipes, sejam sempre meus

e regidos seremos pela nossa

que a vossa seja na terra e no céu

segunda-feira, 24 de maio de 2010

"Está tudo errado"


Está tudo errado
pouco tempo para um tormento
poderá ser ou não ser
de uma péssima questão
cade a sua
não espera passar, ultrapassar
há uma barreira, não queira. Queira!
Sim, pois num olhar direto, constante
aprecia-se distante um rubi
cade você, não mais aqui
poderia estar, estou pra desistir

Está tudo errado
consequência não durmir
esperar, pra que? será que bom há de ser?
Vai chorar onde é lugar quente
no colo, no fundo do poço, no palco...
Vai chorar onde é lugar que atriz[teza] encena
mas nunca entra em minha cena
Será que é a incerteza dita por [o] um meu herói?
é hora do olhar, de olhar, de falar com os olhos mirando a boca
e não vibrar de receio
Desejo que me sinta, supimpa
que tenhas certeza e me dê esta tão falada
fique tranquila pois se nesse ato eu não surgir
é pq fui puxado no balde até a surpefície do tal poço
e me desafoguei destes sonhos para entrar nos seus e acertar, acordar.

Ficará tudo certo !